4 HQs asiáticas que viraram seriados em 2016!

Há dez anos vi um dorama baseado em um mangá: Hana Yori Dango (versão japonesa). Foi uma mistura de estranheza e novidade de ver os personagens ali, com vida. Nos últimos quatro, tenho acompanhado com mais frequência essa produção de séries, principalmente sul-coreanas e japonesas, e já não é estranho. Acabei me acostumando aos formatos, às estéticas, às diferenças socioculturais, aos clichés, às músicas (ok, tem umas que quando tocam eu coloco no silencioso, porque não dá). Tenho preferência às de até 24 episódios – não encaro aquelas de 100 episódios.

Se não viu um dorama ainda, aviso: há chances de se tornar dependente e terminar numa maratona.

Hana Yori Dango e suas diversas adaptações

Hana Yori Dango e suas adaptações

A produção de live actions baseado em quadrinhos não é algo novo, mas 2016 foi um ano especial para as adaptações de webcomics. Uma novidade. A fama online está abrindo as portas para o investimento das emissoras para esse novo material. Hoje trago quatro quadrinhos (entre mangás e manhwas) que foram escritos por mulheres e tiveram a própria série nesse ano:

1. Cheese in the trap, de Soon Kki (2010)

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É um dos webtoons (webcomic sul-coreano) que mais gostei de ler em 2016 – a autora ainda está lançando a webcomic. É a história da universitária Hong Sul, que volta para a faculdade depois de um ano de hiato. A narrativa do presente se mistura com a do passado para explicar as motivações da personagem em trancar a matrícula. Além da falta de dinheiro, Sul passou por eventos muito ruins e acredita que Yoo Jung (veterano dela e moço perfeito) é responsável por eles. De volta à faculdade, Jung passa a se interessar por ela e se aproximar – quer ser amigo. A partir daí, a identidade de cada um vai ser exposta e a relação se desenvolve. O seriado é sul-coreano, com 16 episódios, tem uma estética bem parecida com a do quadrinho. Ainda não tive tempo e coragem de começar a ver, mas muitos dos leitores ficaram decepcionados com a falta da essência criada pela autora na HQ – a narrativa tensa era uma delas – e com o desfecho bem a desejar.

Onde ler? webtoons.com
Trailer:

2. A Stranger in my house, de Yoo Hyun-Sook (2015)

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A história começa com o falecimento da mãe de Hong Na Ri. Ao voltar para casa materna, ela conhece um jovem rapaz, Go Nan Gil, que diz ser seu padrasto. A partir daí começa o envolvimento dos dois com a história do passado dos pais de Na Ri e os dois vão se aproximando. Comecei a ver sem saber que era baseado em um webtoon… e não é o primeiro título da autora a virar série. Outros dois foram produzidos: Ho-Goo’s Love (2015) e Flower Boy Next Door (2013). O que tem de interessante é por ser uma comédia romântica que não enrola no roteiro. A personagem principal de Sook tende a ser bem decidida – tem seus conflitos, mas expõe o que sente e isso facilita muito nos relacionamentos. Dou destaque a colega de trabalho, Do Yeo Joo. Ela é bem sem noção, mas gosto como desconstroem o lado ruim de Yeo Joo (a vilã) para algo mais humano e a encaminha para um desfecho de felicidade. Só não achei interessante quando romantizam um certo perfil de stalker e isso não é prova de devoção alguma, mas de bizarrice adulta. A produção é sul-coreana e tem 16 episódios.

Onde ler? spottoon.com
Trailer:

Saindo do gênero romance… ;)

 

3. Juhan Shuttai, de Naoko Matsuda (2012 – atualmente)

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Kokoro Kurosawa era judoca olímpica, mas teve sua atividade encerrada quando se machucou em uma competição. Agora, sem trabalho, ela precisa ir atrás de algum que a aceite. Mesmo sem experiência, de modo peculiar Kurosawa consegue uma vaga na revista Baibusu no setor de edição de mangás. Lá, ela vai aprender como funciona a turbulenta produção do material desde a criação feita pelo mangaká até chegar ao leitor. É interessante acompanhar a transição que o mercado de mangás passa do impresso para o formato online. Não espere um enfoque romântico, fala da vida cotidiana da personagem (e também dos colegas), das suas expectativas e aprendizado em torno do novo emprego. O mangá é publicado na revista seinen (com foco para homens jovens) Monthly Big Comic Spirits e até então possui 7 volumes. O j-drama tem 10 episódios e quero mais!

Trailer:


4. Watashi no uchi ni wa, Nanimo nai (I Have Nothing in My House); de Yururi Mai (2013)

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Eu achei a temática muito fora do comum. É autobiográfica e começa quando a autora decide se livrar de coisas que ocupam espaço ou das quais já não precisa mais. Ela descarta móveis, lembranças, roupas, utensílios para ter apenas o básico para uma vida minimalista. A mãe e a avó, que moram com a protagonista, não concordam com essa decisão, acreditam é um desperdício de Mai, enquanto o marido a apoia. Ao aderir ao novo estilo de vida “menos é mais”, Mai relata as situações conflituosas com a família e o processo que envolve também suas reflexões sobre si mesma. Um dos últimos volumes, lançado neste ano, retrata a experiência de ter um bebê. Ela também posta sobre sua vida minimalista no blog nannimonaiblog.blogspot.com.br. São 6 episódios de 29 minutos lançados no Japão.

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Tem versão ebook a venda na Amazon japonesa.

Esses foram alguns dos títulos adaptados em 2016. Foram pelo menos 30 séries e filmes produzidos a partir de quadrinhos. Quer ver mais? Só clicar aqui e conhecer outras HQs que viraram seriados para além de 2016. Têm muitos! ;)

Onde ver: Netflix, Viki, Drama Fever

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Que venham mais doramas de quadrinhos em 2017!

;)

2 comentários em “4 HQs asiáticas que viraram seriados em 2016!

  1. To viciada no mundo musical coreano, assisti Noble, my love na netflix e acabei gostando apesar dos clichês, quem sabe mais pra frente assisto mais doramas. Achei uma fofura o gif, de qual dorama é??

    • É muito viciante mesmo! >_< Eu não era chegada a kpop, mas comecei a ouvir mamamoo , f(x), etc e que nem chicletes ficou na cabeça. Hoje ouço com frequência outras bandas pop até hiphop xD (apesar de ouvir mais o independente ainda). AH! O gif é do Juhan Shuttai (o terceiro dorama que citei ali na lista)! <3

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