7 em cada 10

Ser vítima de violência doméstica é algo que não passa pela cabeça de uma pessoa. Parece um assunto distante quando não nos toca ou até conhecermos alguém que nos diga que já passou por isso. A sociedade  tende a silenciar muitas mulheres, com discursos repassados por gerações e por círculos sociais presentes no nosso dia a dia, como família, amigos, colegas de trabalho, políticos, igreja, escola e mídia. Círculos esses que acabam moldando o que a mulher deve ser. A partir do momento em que ela quebra as expectativas desses discursos conservadores, desejando ser livre, há sempre uma figura masculina que é contra. Muitas vezes é alguém que está próximo, como um pai, marido, namorado, avô, patrão ou  tios. Existe uma grande chance de ocorrer primeiro a violência psicológica e segundo a física, mas as duas são igualmente graves.

Conhecer o quadrinho de Rosalind Penfold é ótimo para nos puxar para uma realidade que, muitas vezes, nem passa pela nossa cabeça. Ao amar alguém, tentamos, de alguma forma, pensar que não fazemos partes das estatísticas sobre a violência contra a mulher. Há o equívoco de pensar que o problema vem dela, e não do homem machista. Desvincular-se de um amor que agride não é fácil, uma vez que existe um dependência psicológica e, por vezes, monetária.

Não podemos deixar que esse dia passe batido com apenas flores e parabéns. É preciso lermos histórias e refletirmos se esse mundo de hoje é coerente com as mulheres. Que as estatísticas parem de ficar assustadoras (em alguns países, segundo a ONU, 7 em cada 10 mulheres serão espancadas) e que os discursos conservadores deixem de usar a mulher como um segundo sexo.

“Aprenda os sinais de abuso” (veja todos os sinais aqui)

 

Um comentário em “7 em cada 10

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *