Bonecas de papel

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Parker e uma modelo.

Muitas garotas já devem sacar pelo título o assunto do post de hoje. Afinal, foram as bonecas uma das ferramentas mais utilizadas para aventuras imaginárias das meninas.

Nesse post irei falar de uma personagem que se popularizou por meio de seus quadrinhos as bonecas de papel.

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As bonecas de papel eram um passatempo barato e também uma forma de atrair as meninas para as publicações de História em Quadrinhos. Elas surgiram no início do séc XIX e eram produzidos na Europa. A primeira boneca de papel que representou uma pessoa famosa foi a da bailarina Marie Taglioni, em 1830.

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De lá pra cá apareceram muitas bonecas e bonecos de papel. Eu escolhi falar de Mopsy, criada por Glayds Parker.

Glayds Parker nasceu em 28 de abril de 1910 em Nova Iorque e tomou gosto pelo desenho enquanto se recuperava de uma perna quebrada. Se fazia de modelo para seus próprios desenhos e os vendia desde o colegial. Aos 18 anos vivia com seus dois gatos pretos em Manhattan, onde estudou moda e onde começou sua carreira publicando a tira May and Junie no jornal New York Graphic.

Parker desenhou ainda a tira “Gay and Her Gang” em que falava das mulheres liberais dos anos 20, as chamadas “melindrosas”, além da tira “Flapper Fanny” em 1932. Ela também chegou fazer desenhos para a marca de sabão “Lux”.

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Mais foi durante a segunda Guerra Mundial que apareceu sua personagem mais conhecida: Mopsy, uma representação de sua criadora.

Segundo um artigo publicado no jornal Pittsburgh Post-Gazette, em setembro de 1946, a ideia de fazer Mopsy surgiu quando o cartunista Rube Goldberg disse que seu cabelo parecia um esfregão.

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Mopsy era uma morena independente de cabelos curtos e cacheados que representava bem o estilo das jovens melindrosas de 1920. Sempre com uma tirada inteligente, ela vivia rodeada de admiradores. Dizem que ela tomava cuidado para não fazer uma personagem muito inteligente (como ela mesmo era), para não afastar os leitores.

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Assim como Winnie Winkle e Tillie the ToilerMopys, era uma personagem que trabalhava, foi enfermeira e apareceu ajudando durante a guerra. Sua paixão pela moda é constantemente vista em seus desenhos. Foi estilista e, por isso, sua personagem sempre estava em lojas de roupas ou costurando alguma coisa. E seria mesmo casando a moda com os quadrinhos que ela viraria sucesso.

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Em 1945 estreavam as bonecas de papel nas histórias de Mopsy. Febre entre colecionadores as bonecas vinham com as roupas da personagem e novos modelos. Veja neste vídeo um desfile com criações de Parker.

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A personagem foi um sucesso e apareceu em mais de 300 (isso mesmo!) jornais. Parker chegou a fazer outras criações depois de Mopsy até que se aposentou em 1956. Um ano depois Parker faleceu devido a um câncer no pulmão e sua personagem morreu com ela.

No Brasil, a febre aconteceu com “Lili, a garota modelo” (Millie The Model), uma adolescente que trabalhava como modelo profissional.

Outros quadrinhos que vieram com bonecas de papel foram: Patsy Walker (1945 a 1967); Hedy DeVine (1950); Gay, Millie, Tessie, Nellie e Hedy DeVine (1947 a 1952); Millie the Model (1945 a 1973); My Girl Pearl (1955 a 1961); A Date with Judy (1947 a 1960); Sugar and Spike (DC Comics, 1957 a 197 1); Dennis the Menace (1953 ); Betty e Veronica (1950 a1990).

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