Entrevista – Lita Hayata

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Talita Hayata, conhecida como Lita Hayata, tem 29 anos, nasceu em Bauru mas vive em São Paulo capital. Atualmente trabalha desenhando em um studio de jogos onde produz bingos e casinos, além de fazer freelas.

Conheci o trabalho da Talita há um ano atrás por meio do seu Tumblr. O que me chamou a atenção foi seu traço em destaque na cor amarela (minha cor favorita) e o seu desenho estilizado. Com algumas tiras publicadas, na época pedi pra falar sobre sua produção aqui no Lady’s, mas ela disse que queria ter algo consistente para mostrar. Agora tem.

São 40 páginas de quadrinhos que estão prontinha pra chegar em nossas mãos. A HQ “Bete Vive – Jonatan” está no Catarse e Lita busca financimaneto para conseguir publicar até o FIQ. Eu super indico e sugiro que dê uma passada por lá. A garota tem talento!

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Lady’s – Lita, agora que sabemos um pouco sobre você, me diz quem é a Bete? É baseada em alguém que vc conhece?

A Bete é aquilo – uma mulher desimpedida com um baita coração e uma relação meio x com a Morte. É baseada em três pessoas próximas que admiro muito sim. A Bete é muito diferente de mim, acho que seria difícil inventar alguém desse jeito sem pensar nelas, em como elas pensam e se viram com as coisas.

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Lady’s- Como surgiu a história Bete Vive? Na história que está no catarse ela mora com a morte e recebe a visita do irmão. Ao acompanhar a história no tumblr vemos que inicialmente a relação maior é entre ela e a morte. Quando decidiu colocar com outro personagem?

A primeira história apareceu na Truko no.2 (uma publicação digital com formato quadrado), e foi um disparate de tentar fazer um quadrinho sem muito objetivo, mas que fosse bom. Calhou de estar na praia quando desenhei, um calor de matar, de querer matar e achar melhor não, etc. Aí fiz esse primeiro. Como a Bete já tinha alguém interessante com quem conversar, e como é divertido pensar na interação dela e da Morte fui fazendo outros rascunhos e os finalizados alimentam o tumblr – que foi quando tive que botar o nome, e foi o mais óbvio :)

O Jonatan surgiu como outros personagens que só apareceram em rascunhos surgiram, eles meio que brotam no apartamento de tempos em tempos, é um lugar muito aberto. Ele foi bom como ferramenta também, porque deu pra contar uma história fechada que tivesse todos os elementos da webcomic mas com foco num elemento externo, sem ter que evitar nem destrinchar assuntos nebulosos que pairam na webcomic (de onde veio a Morte, o que é o relacionamento das duas, como a Morte anda por aí, por que a Bete tá sempre em uns altos e baixos etc).

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– Há um ano atrás eu vi seu trampo pela internet e queria muito ter falado dele antes no Lady’s, mas vc ainda estava trabalhando na história e puxa! Agora são 40 páginas!! Como você costuma fazer pra criar? Vc estipulou um tempo ou deixou a coisa fluir?

Poooxa, foi muito massa quando você veio falar comigo, parecia que eu tava fazendo uma coisa importante hahaha. Na época era só a webcomic com uma regularidade bem capenga, não achei muito o que dizer – agora tamos aí, melhor, né? Pra criar a Bete não penso no quadrinho necessariamente. A maior parte das páginas veio de anotações do caderno que fica na mochila. São umas anotações sobre como isso ou aquilo funcionam, como as pessoas reagem diferente, como são as construções da cidade, como seria o clipe duma música etc. Coisas bem cotidianas, bem bestas.

Como trabalho 10-19h na firma sobra um pouco da noite e os fds pra produzir. A webcomic semana sim semana não é suave, mas esse gibi tá sendo um parto – deixar fluir não ia dar certo, sou muito mal organizada e inexperiente, já são duas coisas importantes jogando contra. Tenho que fazer sério pra balancear. Fechei o máximo da porta da “distração”, bolei um cronograma e fico sempre na cola dos quadrinistas independentes – pelo Ladys, pelo twitter, pelo grupo das meninas no fb, pelos amigos – pra entender se estou reinventando a roda, se demoro demais, se estou pulando etapa, se os custos são esses mesmo.

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Lady’s – Vc faz as tirinhas em lápis e colore digitalmente, né? Você gosta de usar algum outro material? E quais são suas referências?

Faço em lápis de um jeito muitíssimo rápido, nada muito além da ideia se aproveita, então as linhas também são digitais. Linha digital, cor digital. Fora o lápis curto muito nanquim e aquarela, tou estudando. Referência é o Sam Bosma, a Lovelove6, a Jill Tamaki, o Lelis. De quadrinhos tem mais um pessoal (Eleanor Davis, Emily Carroll, Mattotti, Kon…) que gosto muito e vejo muito, então deve entrar alguma coisa, mas o que vejo pra Bete é mais aquilo. Leio um bocado de contos também.

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Ficou curioso? Corre lá pra ver e acompanhar o trabalho da Lita!

Twitter: @litahayata | Facebook | Tumblr

Saca só que vídeo bacana ela fez pro Catarse!

 

CATARSE: https://www.catarse.me/pt/betevive

2 comentários em “Entrevista – Lita Hayata

  1. Pingback: [QUADRINHOS] “Bete Vive: Jonatan” de Lita Hayata (resenha) | NERD GEEK FEELINGS

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