Gata Garota

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Tô com uma pilha de quadrinhos para escrever pro Ladys. O problema é que recentemente Gata Garota (adoro esse nome) pulou no meu colo e, desde então, fica difícil pensar em escrever sobre outra hq.

Gosto desse amor a primeira vista que eventualmente acontece por livros, filmes, músicas e, principalmente por histórias em quadrinhos. Nesse caso, por exemplo, li tão rápido que me senti na obrigação de reler. Ao contrário de muitos, eu não acompanhei Gata Garota pela internet. É bem acessível quando está na web da vida, mas sempre me perco um pouco e é por isso que prefiro o contato com o impresso.

Esse, no caso, se deu pela editora Nemo – que vem fazendo um trabalho bacana ao publicar quadrinhos de autoras, como Bear da Bianca Pinheiro e Como eu realmente da Fernanda Nia. Ficou coisa linda de ver: compridinho, com páginas escuras, com desenhos grandões e usando o preto e branco ao seu favor. E a capa?

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Gata Garota é uma super heroína bem incomum. Para começo de conversa, ela é meio gata meio humana. Seu lado gata fala alto em seu dia a dia, inclusive se tratando de salvar alguém (tem cena excelente que ela decide salvar uma moça por interesse no chocolate que a vítima tem em seu bolso). Sua preguiça, sua fome, seu jeito de dar carinho são especiais. Não consigo imaginar como é o ponto de vista de um leitor que não gosta de gatos ou que não tem um gatinho em sua vida.

No meu caso, tenho o Bilbo (pata suja) e vejo essa personagem nele diversas vezes, como se o Bilbão (como é carinhosamente chamado) ganhasse um lado humano. O curioso é que me peguei pensando o inverso também: como seria se eu tivesse um lado meio gata?!

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Bilbo e sua elegância

Fiquei tentada a, entre outras coisas, me esconder num canto onde sei que alguém vai passar e dar um pulo que parece um ataque, só pra fazer uma cara de não tá acontecendo nada em seguida (adoro isso). Por enquanto isso está apenas dentro da minha imaginação fértil, eu juro!

Os gatos são animais únicos e especiais. Eles têm uma personalidade distinta (assim como nós humanos) e não se deixam conquistar por qualquer coisa. Essa graphic novel mostra, de uma forma divertida, como é o cotidiano desses seres sensacionais.

A história começa bem simples, com capítulos curtos que apresentam a graciosa Gigi (a Gata Garota) e que podem ser lidos de forma independente. Mas a história vai ganhando novos elementos e personagens, como o namorado Danilo e a irmã, também meio gata meio garota  Fefê, que vão deixando a trama mais interessante e misteriosa. Esse impresso é só o primeiro volume. A continuação já está rolando solta aqui. Mas confesso que vou esperar pelo próximo!

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Não é de hoje que o desenho da Fefê Torquato mexe comigo, desde A Vaca Voadora até a brilhante ilustração que estampou a bolsa de recompensa do 1º Encontro Lady’s Comics. Apesar de ainda não conhecê-la pessoalmente, imagino o quanto ela deve ser uma pessoa legaldemaisdaconta.

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Sério, como não gostar de alguém que se descreve assim: “Oi eu sou a Fefê, uma ilustradora e quadrinista meio catarinense, meio curitibana (acho bom ressaltar) que AMA gatos. Aliás eu amo TODOS os animais, tenho 8 em casa, 5 gatos e 3 cachorros. TODOS resgatados das ruas. Meu plano é ficar rica logo pra ter centenas deles, todos gordos, saudáveis e protegidos sob o mesmo teto que eu. (Não tem como esse plano dar errado). Ser a ‘maluca dos bichos’ da minha cidade. Por enquanto sou só a ‘maluca’ da cidade, o que não tem lá muita graça…”

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Ei, Fefê, um dia quero ter milhões de gatos na minha vida e, pelo menos, um cachorro lindão. Todos adotados. ;)

Links:

Tumblr onde você pode acompanhar Gata Garota pela internet

Página da autora no facebook

Texto que a Amma postou sobre quadrinhos e gatos, inclusive sobre Gata Garota também

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