Joyce Brabner

Joyce Brabner (nascida em 1 de março de 1952) é uma escritora de quadrinhos e ativista política. Sua carreira começou por meio das HQ’s American Splendor criadas pelo famoso quadrinista e seu marido, Harvey Pekar. Foi fundadora do “The Rondo Hatton Center for the Deforming Arts”, um pequeno teatro na cidade de Wilmington/Delaware, que surgiu a partir de um projeto sem fins lucrativos de ajuda aos detentos do sistema prisional da cidade e seus filhos.

Além de American Splendor, Brabner já trabalhou com muitos quadrinistas de destaque e artistas independentes. Ela criou a série de quadrinhos Real War Stories, uma contrapropaganda aos anúncios de recrutamento para guerra, que teve participação de Mike W. Barr, Steve Bissette, Brian Bolland, Rebecca Huntington, Paulo Mavrides, Dean Motter, Denny O’Neil e John Totleben (entre outros).

Ela também escreveu “Activists!” e “Animal Rights Comics“. Seu trabalho “Brought to Light”, lançado em 1988 com Alan Moore e Bill Sienkiewicz, foi muito elogiado pela crítica. Joyce escreveu nessa obra a história Flahspoint: The La Penca Bombing.

Em 1994, Pekar luta contra um câncer linfático. Ele e Brabner junto com o artista Frank Stack escreveram sobre a doença na graphic novelOur Cancer Year” (Nosso Ano do Câncer, em tradução livre).

Brabner conheceu Pekar através de seu trabalho como co-proprietária de uma loja de quadrinhos e figurinos teatrais. Quando um dos colegas de trabalho de Brabner vendeu a última cópia de American Splendor # 6 sem ela ter a chance de lê-lo,  Brabner enviou a Pekar um cartão-postal pedindo outro. Os dois começaram a se corresponder e, eventualmente, desenvolveram um relacionamento. Pekar a enviou uma coleção de discos antigos. Por meio de cartas e telefonemas, começou o romance dos dois. Brabner foi para Cleveland e eles decidiram se casar no dia em que a conheceu. Foi o segundo casamento de Brabner e terceiro de Pekar. A história desse encontro foi retratada em American Splendor #10.

No início de 1990, Brabner e Pekar se tornam guardiões de uma menina, Danielle Batone, que também se tornou um personagem recorrente na American Splendor. Em 2003 no filme adaptado da HQ American Splendor (conhecido no Brasil como o “Anti-herói Americano”), Brabner foi interpretada pela atriz Hope Davis.

Atriz Hope Davis interpretando Joyce

Em julho deste ano Brabner encontrou Pekar morto em sua cama. Ele tinha 70 anos e sofria de câncer de próstata, asma, pressão alta e depressão; porém não foi detectada a principal causa da morte.

Em setembro Joyce Brabner disse em um artigo da New York Times: “Era meu trabalho ser o dragão, ser o guardião, ser a distração”- fazendo referência à luta dos dois contra o câncer.

Vale a pena ler o artigo do Dave Itzkoffonde em que fala sobre a história de Pekar, o suposto caso do quadrinista com a artista Sibel e possíveis obras de Pekar que serão publicadas após sua morte.

Assista o trailer do filme American Splendor:



5 comentários em “Joyce Brabner

  1. Muito boa, Mariana. Sou também fã do Pekar e Brabner e o filme eu revejo frequentemente, acho bem inspirador. Que bom encontrar uma mulher tão ligada ao mundo da literatura Underground, é realmente uma raridade!

  2. Pingback: 33 HQs para o dia da Mulher | Lady's Comics

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