Miss Fury

Existem muitos super-heróis que utilizam do nome Fury (Fúria). Foram eles: Black Fury – identidade secreta de Rex King, um aventureiro que defendia a África com a ajuda de Kato sua pantera; Black Fury alter-ego de João Perry, colunista de fofocas do Daily Clarion, um super-herói sem poderes do quadrinho Fantastic Comics; Black Fury – criado por Matt Baker, era uma mulher criminosa que tinha panteras treinadas e lutou contra uma deusa na história “Fangs of Black Fury” e outros Black fury que lutaram por aí… Mas vamos falar da Black Fury que virou Miss Fury (Miss Fúria), alter ego de Marla Drake.

Marla Drake surgiu em 1941 e foi considerada a primeira super-heroína criada por uma mulher. Sua criadora June Tarpé Mills, assim como a criadora de Brenda Star, escondeu seu gênero por meio de um pseudônimo: Tarpé. E assim criou Marla, uma socialite sem muitas aventuras. A partir de uma manta de uma pantera negra que seu tio trouxe da África, e que segundo ele era de um feiticeiro e tinha poderes, ela criou seu uniforme. Ela o usou pela primeira vez para uma festa à fantasia e no caminho ajudou a policia a capturar um assassino. Assim Marla passou a lutar, com uma ótima habilidade acrobática, contra os vilões em especial nazistas.

A história de Marla permaneceu até 1952 nos jornais, apesar de como história em quadrinho pela Marvel (na época chamada de Timely Comics) ter durado apenas oito edições. Em 2000 foram reimpressas algumas de suas tiras e é possível comprar um livro com algumas histórias na Amazon.

Em 1991 uma outra editora criou a neta de Miss Fury, Marlene Drake, que tinha como vilão sua tia e teve quatro edições.

Curiosidades:

Algumas pessoas acham que a pele da pantera vinha do Brasil, por ter um personagem brasileiro (Albino Joe) na história que reconheceu a manta quando a viu e disse ser amaldiçoada.

Algumas das histórias se passam no Brasil.

Ela inspirou a personagem a Hellcat da Marvel.

Apaixonada por gatos Tarpé colocou seu gato Perri-Purr nas histórias.

As oito edições que foram lançadas venderam mais que a Mulher Maravilha na época.

Já aposentada em 1971 ela publicou “Our Love Story” pela Marvel.

Confira as capas da Marvel aqui.

June Tarpé Mills morreu em 1988.

Teria sido um grande desapontamento para as crianças se descobrissem que o autor dessa impressionante e viril personagem era uma garota.”  Tarpé Mills para um jornal

3 comentários em “Miss Fury

  1. Interessante que pra mostrar o “poder feminino” , a maioria das heroínas (antigas) da cultura pop americana precise agir como homens… lutando com os músculos e não com o cérebro, se igualando aos heróis com cueca por cima da calça.

  2. Realmente, Rodrigo…penso que pelo fato da grande maioria de leitores serem homens e principalmente para que uma mulher sobreviva nesse mundo da HQ….que submetem a esse papel meramente feitos somente para os Herois homens…..que adoram uma luta…mostrar somente a força.

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