Mizu Sahara e Voices of a Distant Star


Capa do mangá e da animação "Voices of a Distant Star"

Após dois anos da animação “Voices of a Distance Star”, produzida e escrita por Makoto Shinkai, sai a versão mangá, em 2004. A arte do único volume da história teve a artista Mizu Sahara como responsável. O desenho é muito mais detalhado que na animação – o traço dela é agradável e bonito.

Trailer da animação:

A história é sobre a relação de dois amigos adolescentes que trocam mensagens de celular através do universo. Mikako Nagamine é recrutada pela UN Space Army com a missão de lutar contra os aliens Tarsians. Quanto mais distante fica a nave em que ela está, mais tempo leva para Noboru Terao receber as mensagens na Terra. Os laços afetivos entre os dois são um suporte para continuar a jornada da vida normal ou de uma guerra longe do planeta de origem. O HQ fala sobre a vida, o amor e a espera.

Páginas de Voices

Os pensamentos e as mensagens dos personagens são foco tanto na animação quanto no mangá. Porém existem algumas diferença nas duas histórias – o mangá parece cumprir a função de falar um pouco mais sobre a guerra e as pessoas envolvidas nela com a Mikako, assim como a inserção de personagens que passam na vida de Noboru. Além disso, dá um melhor desfecho para a história. Mas não pense que o OVA deixa a desejar – um completa o outro. No mangá tem uma nota da autora comentando que ela não se sente apta para fazer um bom trabalho, mas que fica muito agradecida em fazer parte dele e que confiaram nela para isso. Makoto e Mizu já trabalharam juntos com a história do filme “The Place Promised in Our Early Days”, mais outro excelente trabalho.

Capa do mangá e cartaz do filme: The Place Promised in Our Early Days

Recomendo não só ler “Voices of a distante star”, mas também “My Girl”. Neste, Kazama Masamune descobre que tem uma filha de cinco anos com uma namorada do ensino médio, que morre no começo da história. Depois do incidente, ele passa a cuidar da garotinha. Uma vida completamente nova começa para os dois.

Páginas coloridas do mangá "My Girl" - as cores que Mizu usa são lindas.

O mais curioso é que Sahara é autora de muitos títulos envolvendo vários gêneros. Para cada um assina com um nome diferente: Sumomo Yumeka – para mangás shonen-ai, Mizu Sahara para mangás seinen, Sahara Keita para mangás shoujo, Chikyuya/Sasshi para doujinshi.
Há quem recomenda os shonen-ai/boy’s love da mangaká – como “Same Cell Organism” e “The Day I Became a Butterfly”. Eu não tive a chance de ler ainda, mas quem gosta do gênero não custa conhecer o trabalho. :)

Capas de "The Day I Became a Butterfly" e "Same Cell Organism"

Em 2001, Sahara ganhou mensão honrosa no Afternoon’s Shiki Award como New Manga Artsist of the Year.

Aproveito aqui para indicar os filmes de Makoto o “The Place Promised in Our Early Days” e “5 Centimeter Per Second” que são ótimos! :D

8 comentários em “Mizu Sahara e Voices of a Distant Star


  1. Puxa, acabei de descobrir que uma das mais lindas animações que assisti tem um mangá… Obrigado, obrigado, obrigado!

    Adorei Hoshi no Koe, que utiliza a ficção científica como um mote para construir uma trama que mostra quão complexo é um relacionamento entre duas pessoas e como esse laço pode ultrapassar tempo e espaço…

    Valeu!

    • Hey Samuel!
      É bem isso mesmo! :D
      Eu conheci primeiro o mangá e depois vi que tinha o OVA. Fiquei mais surpresa de ser feito por Mokoto (não me toquei que era a mesma pessoa quando li o HQ). xD

  2. “5 Centimeter Per Second” é um dos animes mais bonitos e profundos que eu já vi. Recomendo bastante.
    Li o “Voices of a Distant Star”, mas não vi o anime. Gostei muito da obra também.
    Alias o trabalho do Makoto é de uma sensibilidade impar.
    Estou lendo também o My Girl, e é muito interessante. Parece haver uma nova leva de histórias no Japão sobre pais e mães solteiros.

  3. Comigo foi o contrário do Samuel: eu gostei muito do mangá e não sabia que tinha ao anime. :-)

    O que eu escrevi a respeito, em abril: “Quando comecei a ler, achei que era um sub-Evangelion: adolescentes pilotando naves-robôs antropomórficas para enfrentar uma ameaça alienígena. Bem, talvez isso seja apenas mais uma convenção do gênero. O fato é que Shinkai usa essa premissa muito bem para contar uma história de amor à distância. Quem já ficou se torturando à espera de uma carta, um e-mail ou uma mensagem instantânea se identifica rapidamente. Ou seja, cumpre a função da ficção científica, de imaginar o futuro para falar do presente.”

    http://almanaque.wordpress.com/2011/04/02/meninos-eu-li-10/

  4. Despertou interesse. Gosto de animes/mangas de mecha, mas já estou afastado dos animes românticos a um tempo. Até gosto, só não assisto com a mesma frequência. Interessante a premissa de unir os gêneros. O cenário apocalíptico com elementos hightech misturado com o clima de romantismo me lembrou um pouco o Saikano, que até gosto bastante. Despertou mesmo o interesse.

    • Assisti. Poxa garganta deu aquela apertada aqui, impressionante. A mensagem é extremamente tocante, quem nunca viveu um amor adolescente e esperou mensagens no meio da noite só pra ter um mínimo contato que atire a primeira pedra, rs.
      Na verdade achei que pode ser interpretado quase como uma metáfora desse sentimento jovem, em que tudo parece tão gigantesco, que uma pequena separação parece colocar um universo como distância.

      Gostei bastante, valeu a indicação e forte abraço! :)

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