Natasha Romanoff em Totalmente Nova Marvel

É cada vez maior a exigência do público por mais protagonismo feminino e representatividade que não caia no clichê e no fan service. Na Totalmente Nova Marvel, podemos conhecer melhor a Viúva Negra fora dos Vingadores e damos neste post considerações sobre essa nova série.

blackwidowclaire442Natasha Romanoff, Natália Romanova, Natasha Romanova ou Natalie Rushman: essas são as variações do nome da Viúva Negra que conhecemos. O seu primeiro nome, na verdade, foi Claire Voyant, quando a primeira Black Widow apareceu na revista Mystic Comic em 1940. Claire foi criada por George Kapitan e Harry Sahle como uma super-heroína, mas não fez tanto sucesso. Sua história chegou a ser resgatada em 2008 pela Marvel na série “The Twelve”, mas não passou daí.

A Viúva Negra popular foi concebida por Stan Lee e Don Heck como uma vilã soviética do Homem de Ferro, em 1964, na edição “Tales of Suspense #52” da Marvel. Na maior parte das histórias, Natasha é retratada como uma personagem misteriosa, ambígua e, por vezes, que se utiliza do arquétipo estereotipado da femme fatale.

Com o passar dos anos, mais histórias sobre Natasha foram criadas. Algumas contam que ela realmente se tornou viúva depois que seu marido, Alexei Shostakov, foi declarado morto após um acidente com testes de foguetes. Outras falam que durante a Segunda Guerra a personagem se submeteu a testes de suplementos bioquímicos que melhoravam sua resistência e diminuíam seu processo de envelhecimento, além de lhe conferir alguns poderes de hipnose.

Depois do sucesso de sua participação em “Vingadores” e outros filmes da franquia, além do crescente debate sobre representatividade feminina nos quadrinhos, o público passou a pedir mais produtos da espiã.

Este ano, então, a Panini resolveu publicar no Brasil a nova série da Black Widow da Totalmente Nova Marvel, desenhada por Phil Noto e roteirizada por Nathan Edmondson. Então vamos às considerações sobre as HQs!
Edições #1, #2 e #3 (não contém spoilers)

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Essa nova série conta o que faz a Viúva Negra quando não está no projeto Vingadores. Para ganhar a vida, Natasha trabalha como espiã freelancer para traficantes, governos ou quem puder pagar melhor pelos seus serviços. Para isso, ela conta com o agente Isaiah Ross que descola os jobs de assassinatos e resgates.

Como característica da personagem, o enredo se aprofunda na personalidade conflituosa de Natasha: a culpa pelos trabalhos que fez no passado, a atitude de autodefesa de não se apegar a ninguém nem a nada (o que leva ela, várias vezes, ao sentimento depressivo de não pertencer a nada nem poder se ligar a nada). Só pode confiar em si, independente do resto do mundo. O dilema entre a ética pessoal e sua responsabilidade como profissional muitas vezes é mencionado na trama e, em algumas (geniais) vezes, deixa para o leitor enfrentar esse dilema sozinho.

A série também explora eventos do passado da espiã, assim como “futuros possíveis” da história dela. O drama psicológico da personagem, portanto, é bastante crível, aprofundado e bem trabalhado, especialmente na terceira edição dessa série (que, aliás, termina com um tirar de fôlego). A segunda edição, no entanto, é mais fraca para quem veio no ritmo do primeiro número.

Cada edição mostra um pouco a rotina de trabalho da Viúva Negra e alguns pontos ficam desamarrados para serem trabalhados na edição seguinte, como um fio condutor central, embora a ligação entre uma edição e outra seja bastante frágil em alguns momentos.

Ao longo dos quadrinhos, é possível ver Natasha interagindo com outros personagens do universo Marvel, como Demolidor, Gavião Arqueiro, Thor etc.

E a arte… QUE ARTE!

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A Viúva Negra foi retratada por Phil Noto com a seriedade que a personagem merece. Não há fan service, posições ginecológicas ou anatomias impossíveis. Dos traços fortes do rosto às posições de ataque, Natasha está representada como a profissional eficiente que é. A colorização é um ponto mais discordante entre os leitores, mas eu, particularmente, gosto de pigmentos meio indefinidos, passando os limites do traço.

Conclusão

Está sendo animador essa nova leva de histórias da Marvel, com mais protagonismo feminino e mais representatividade! Quem quiser conferir as edições da Viúva Negra, pode encontrar os números em versão cartonada pelo preço médio de R$ 20 a R$ 30.

Um comentário em “Natasha Romanoff em Totalmente Nova Marvel

  1. Eu gostei muito do primeiro volume, mas achei o segundo meio repetitivo. Vou levar fé e comprar o terceiro.
    Leu a Elektra #1? Achei perfeito (apesar de também ser mais uma história de mercenária-arrependida-buscando-redenção).

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