O lápis cor de Camille Vainer

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sketch book da autora

“Não aperta demais o lápis de cor senão vai gastar!”. Quem já não ouviu essa quando era pequeno? Um traço forte, linhas pequenas, as vezes sem direção e sem conseguir pintar dentro da forma estipulada do desenho era como desenhávamos quando pequenos. Aprendemos a seguir uma lógica por vários motivos.

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sketch book da autora

Ver o trabalho de Camille Vannier me trouxe essas lembranças do uso de lápis de cor, porque a forma como ela faz o traço lembra infância. Mesmo percebendo as possibilidades de traços, de texturas e de cores que pode ter com ele, é ainda fascinante e misterioso o domínio da ferramenta. Haja paciência para treinar!

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sketch book da autora

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sketch book da autora

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sketch book da autora

Camille tem um traço tosco, não por incompetência, mas por preferir usar dessa maneira. Nota-se, na totalidade do trabalho, que ela sabe o que está fazendo e como pode fazer com o material que usa; assim como explora a tipografia como elemento gráfico tomando a mesma identidade dos desenhos – percebe-se bem isso nos dois editoriais publicados. A composição é muito bonita, a despretensão da forma perfeita é algo que me chama atenção ali. Há quem acredite que tem que desenhar e pintar perfeitamente, mas a racionalidade da forma é só um dos caminhos dentre vários no mundo e que funciona para determinados projetos gráficos. Isso também envolve gosto pessoal de quem lê/vê (o que é bem inevitável, ao meu ver).

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Capa do quadrinho Tuerca y Tornillo

Vannier tem dois livros publicados. Um quadrinho erótico chamado Tuerca y Tornillo que divide o editorial com outro quadrinista, o Arnau Sanz. A pequena história mostra o ponto de vista subjetivo e emocional de uma relação sexual.

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Página interna de Tuerca e Tornillo

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Ela também escreveu uma novela gráfica chamada El honro no funciona que traz uma série de anedotas e recordações de 15 pessoas que viveram com ela de 2004 a 2010 em um apartamento de Barcelona.

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Capa

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 Ela participa efetivamente no cenário de fanzines com outros artistas em Barcelona – como em Rojo Putón#4, El Martirio de Adviento, Movie Star Junkies, Rojo Putón #1.#2.#3, Colibrí #2, 12 manos e 10001-N°02. 67_rojop4 67_rojopp3

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Entre quadrinhos e zines, ela trabalha com ilustrações e já as publicou na Vice, Standard Magazine#31, Artefacto Magazine e outras revistas e jornais. Também já expôs em galerias como .Juncéda 2011, .Hutte_Hold^Up collective, .Injuve Award 2010 e entre outras.

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Ilustração para Vice

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Ilustração para Vice

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Capa de disco

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Revista Standard

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Teléfono para a exposição Final Project & Talente Munich ~ Camille tem ainda uma estética infantil nessas artes de tecidos. Tem mais ver no blog Le Textile

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2 comentários em “O lápis cor de Camille Vainer

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