Por mais 50 anos

mafalda

Mafalda dispensa apresentações.

A menina muitas vezes com dedo em riste aparece sempre para nos dar lições de vida.

Foi criada para estimular a venda de eletrodomésticos Mansfield. Mas esse não era o seu lugar. Então ela ultrapassou os quadros, pulou a sarjeta e chegou aos jornais. E de lá, além. Ainda está vivíssima sendo compartilhada em massa por todos. Mesmo os que nem curtem quadrinhos.

Mil homenagens e textos foram feitos e estão sendo feitos hoje sobre seus 50 anos. Textos longos e descritivos sobre sua trajetória. Assim, deixarei aqui apenas a minha impressão e meu amor por Mafalda.

Mafalda odeia sopa. Eu também.

Mafalda tem um jeito arteiro de menina muleca que curiosa: opina, critica, defende, cutuca, sonha e sofre. E é disso que somos feitos, não é mesmo?

Ela curte beatles. Todos (ou quase) também.

Mafalda é atual. Mesmo não sendo.

Ela é contestadora. E tudo o que faz e diz está relacionada ao mundo que vivemos.

Uma criança que pensa como adulto. Pensa muito melhor que muitos adultos.

Por tudo isso e muito mais: VIVA Mafalda!

Por mais 50 anos de contestação e “basta!” para as injustiças do mundo.

“Mafalda é uma heroína “enraivecida” que recusa o mundo tal qual ele é. (…) Já que nossos filhos vão se tornar –por escolha nossa– outras tantas Mafaldas, será prudente tratarmos Mafalda com o respeito que merece um personagem real”  Umberto Eco em “Mafalda ou A Recusa”, de 1969

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