Quadrinistas pioneiras da Paraíba

Homodiscos, de Rejane Alves

Homodiscos, de Rejane Alves

Por mais que se fale da história das histórias em quadrinhos no Brasil, os nomes que aparecem costumam ser os mesmos. Apesar disso, temos a noção de que muita gente produziu e publicou HQs no país, principalmente na época em que se fortaleceram os suplementos de quadrinhos nos jornais. Na Paraíba não foi diferente. Depois de criar a primeira história em quadrinhos do estado (As Aventuras do Flama, de 1963), Deodato Borges influenciou o surgimento dos ditos suplementos na imprensa local, o que tornou possível a aspirantes dessa arte publicarem seus trabalhos pela primeira vez; muitos dos quais até hoje continuam no ofício.

Mas quem foram as mulheres que produziram nesse período? Pouco se sabe sobre elas e praticamente nenhum registro cita seus nomes. Das obras que contam a história dos quadrinhos na Paraíba, apenas Riscos no tempo, de Audaci Junior e A incrível história dos quadrinhos, de Henrique Magalhães, mencionam nomes femininos como os de Mirtzi Ribeiro e Rejane Alves, cujo relato sobre Kay France(1) e sua travessia do Canal da Mancha utilizava elementos do jornalismo em quadrinhos ainda em 1976, dezessete anos antes de Joe Sacco lançar seu romance gráfico Palestina: uma nação ocupada(2), que fundamentaria as bases para esse tipo de narrativa.

Para que não se perca a história dessas mulheres, as primeiras quadrinistas paraibanas, entrei em contato com algumas delas para conhecê-las melhor. Em 1975 foi criado o suplemento dominical O Norte em Quadrinhos, onde primeiro temos notícia de uma produção feminina na Paraíba. No ano posterior foi a vez do jornal estatal A União criar o seu suplemento infantil, O Pirralho, que tinha ênfase nos quadrinhos e foi editado por Marcos Tenório e Wilma Wanda:

Wilma Wanda. foto: arquivo pessoal

Wilma Wanda. foto: arquivo pessoal

Eu trabalhava como redatora do jornal A União, numa época em que tínhamos um diretor técnico muito dinâmico e que estava sempre a inovar. Um dia ele chegou pra mim e disse “vamos fazer um caderninho infantil e você será a coordenadora desse trabalho”. Fiquei até que surpresa, porque na mesma hora ele colocou na minha mesa algumas tirinhas, alegando que tinha muito garoto fazendo HQ e que devíamos aproveitar aquilo. Não houve um projeto, um sentar para conversar sobre aquele suplemento que estava nascendo e que precisava de planejamento. Foi tudo muito rápido. Tínhamos Tônio e Domingos Sávio, ilustradores e desenhistas da melhor qualidade dentro do jornal e isso facilitou em muito o meu trabalho.

Foi só o primeiro número circular pra que eu não tivesse mais sossego com tanto menino ao redor da minha mesa. Eles vinham dos bairros e das escolas públicas, muitos não sabiam escrever nem dar vida ou personalidade aos seus personagens, aí eu ficava braba, reclamava, mas… acabava colocando todos numa mesa e tome aula. O Pirralho virou uma escola, fez escola. Tínhamos também garotos já prontos, com trabalhos de melhor qualidade, como Henrique Magalhães (hoje professor da UFPB), Emir Ribeiro (Tribunal de Justiça) Domingos Sávio (jornal A União), entre outros. O suplemento acabou porque entrou uma nova diretoria (com a mudança de governador) cujo compromisso era só bater palmas para as ações do Governo.

A participação feminina no Pirralho foi muito pequena. Lembro da Rejane. Mirtzi, acho que é irmã do Emir Ribeiro. O suplemento foi um espaço enriquecedor nos quadrinhos paraibanos. Poderia ter revelado muito mais gente, não fosse a visão tosca dos dirigentes que se alternavam na diretoria do jornal, a cada nova eleição.

 

Entre as autoras geralmente mencionadas estão Mirtzi Ribeiro e Rejane Alves, ambas tendo publicado pela primeira vez em 1976. Mas nos exemplares dos suplementos disponíveis na Gibiteca Henfil(3) pode-se ver também o nome de Daniella (que assinava sem o sobrenome). Portanto, dentre as primeiras quadrinistas do estado da Paraíba, foi possível contatar Rejane Alves e Mirtzi Ribeiro:

Mirtzi Ribeiro. foto: arquivo pessoal

Mirtzi Ribeiro

Comecei a fazer quadrinhos à idade de 12 anos. Não me lembro do primeiro desenho publicado, mas, tenho um guardado que data de 1976.​ As publicações foram no jornal A União (O Pirralho) e no jornal O Norte, em tirinhas. Meu irmão mais velho, Emir Ribeiro (que desenha Velta, Itabira e outros personagens), já fazia esse trabalho como adolescente também. Era um incentivo fazermos juntos desenhos, mesmo que em estilos completamente diferentes.​ ​​Havia muitos quadrinhistas, dentre eles meu irmão Emir, Henrique Magalhães, Deodato Filho(4), entre outros.​ Algumas garotas, mas hoje não me lembro o nome delas. Creio que fizeram uma homenagem às meninas quadrinhistas há uns 10 ou 13 anos, saiu em um jornal local.​

Mirtzi Ribeiro

No início fiz charges do personagem chamado “Barnabé”, que representava um funcionário público mal pago e pobre. Depois fiz desenhos com história dos Incas, contando seu estilo de vida, plantas e animais locais, tendo por pano de fundo o cotidiano do que seria a vida tribal deles que era bem organizada. Todas as etapas eram elaboradas por mim, as charges com base em noticiários e eventos do momento, as dos Incas, com base em livros de história, filmes e informações colhidas sobre a vida comunitária deles. ​As pessoas ficavam espantadas quando viam que as charges enfocando coisas políticas locais, notícias e fatos eram feitas por uma adolescente. Achavam que eram feitos por pessoa adulta. Era engraçado​ ​ver o espanto de algumas pessoas.​

Parei de desenhar para esses periódicos pelos meus 15 anos. Não retomei os ​desenhos em quadrinho. Hoje ainda faço esboços em grafite de modo despretensioso em casa mesmo, sem publicação e sem interesse de divulgar. ​Não tenho vontade de voltar a publicar. A fase passou e foquei minha vida em outras frentes. Hoje escrevo para vários sites, ministro palestras. Já publiquei livro e estou em fase de conclusão de outros dois. Então, mudou o foco com o passar do tempo.​ Talvez desenhar a grafite para fazer quadros, como já fiz antes. Elaborei vários pequenos textos e para cada um deles havia um desenho a grafite representando aquele texto. Foi um trabalho que realizei junto à UFPB (sob a orientação de Teresinha Fialho) nos idos de 1979.​

Mirtzi Ribeiro

Gosto de vez em quando de ler quadrinhos. Primeiro porque meu filho adora desde a tenra infância até agora que tem 18 anos. Inicialmente a linha da Disney, depois de Maurício de Sousa, depois todos os desenhos de mangá. Meu filho desenha (tem site onde publica seus quadrinhos todos estilo mangá), mas ainda não fez publicações em periódicos com esses desenhos.​ ​As técnicas, os cursos oferecidos para o desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes, as oportunidades de expressar-se através do desenho, de charges, de historinhas hoje é bem maior que naquela época. A internet ajuda muito a divulgar e a veicular esses desenhos. A informação corre rápido e de modo eficiente.​

Esse trabalho ajuda muito a abrir a mente e a exercer nossas capacidades. Um leque de possibilidades se abre e várias vertentes são apresentadas aos que buscam se inserir no desenho em quadrinhos. É um universo fascinante que ajuda no desenvolvimento do intelecto, da descoberta, da leitura, de uma vida com cultura, que a torna mais significativa. As pessoas que participam de atividades assim crescem como seres humanos mais abertos ao mundo e às ideias.

A primeira pessoa que contatei quando resolvi abordar esse tema foi Rejane Alves. Queria conhecer melhor as primeiras quadrinistas do estado e consegui o e-mail dela com Henrique Magalhães(5), já falando da minha intenção de entrevistá-la. Acabamos marcando um encontro, eu, ela e o Henrique na Gibiteca Henfil, onde passamos a tarde folheando os suplementos de quadrinhos da década de 70 e conversando sobre a época. Algum tempo depois mandei outro e-mail, já com algumas perguntas sobre a sua experiência como quadrinista. Segue abaixo o seu relato:

Eu comecei a fazer quadrinhos quando ainda era muito pequena, vendo meu pai e meus irmãos desenharem. Acho que inconscientemente eu já nasci vislumbrando animação. No começo, eu tinha uma coisa de desenhar um personagem criança, que crescia, ficava adulto, envelhecia. Era o mesmo desenho transformado. Depois, vieram as leituras de revistas, os gibis, e eu fui experimentando construir minhas próprias histórias, perseguindo continuidades. Desenhava sempre, em todo lugar, nos cadernos da escola, por todo canto. Aí começaram a ser publicados quadrinhos num dos jornais da cidade, no jornal O Norte, e eu escrevia cartas para o jornal, geralmente agradecendo pela publicação. Eram quadrinhos que eu conhecia e dos quais gostava muito.

Não lembro bem como comecei a publicar meus quadrinhos. O primeiro jornal foi aquele mesmo, O Norte. Não sei se o próprio pessoal do jornal convidava as pessoas a enviarem seus trabalhos, ou se meu pai, que era jornalista, tomava a atitude de levar os meus desenhos, não lembro bem. Mas então eu enviava histórias, sem personagem fixo, para ilustrar situações do cotidiano. Uma dessas histórias que lembro era sobre um menino que estava desconfiado sobre a “realidade” do Papai Noel.

Kay France. Fonte: A incrível história dos quadrinhos.

Kay France. Fonte: A incrível história dos quadrinhos.

Logo depois comecei a acompanhar a saga de uma atleta da cidade, Kay France, que se esforçava para fazer a travessia do Canal da Mancha – mais tarde ela se tornaria a primeira mulher brasileira a realizar tal travessia. Logo, ela se tornou alvo de minhas histórias. Nesse caso, tínhamos contato com a família da atleta, e eu estava empenhada em ajudá-la a conseguir realizar seu intento. Torcia de fato por ela. A publicação dos quadrinhos foi o meio que encontrei para também dar o meu apoio. Esse foi o começo de tudo.

Do que me lembro sobre Kay France é que ela se tornou um acontecimento na cidade. Era algo extraordinário ver uma menina – ela não tinha nem 15 anos – fazer os longos percursos a nado com esta determinação de realizar a travessia do Canal da Mancha. O esforço nos treinos, a luta por patrocínio, era notícia quase diária nos jornais. Em casa, todos nós acompanhávamos e nos sensibilizávamos com sua história.

Papai conhecia o pai de Kay France, e não sei bem se, por ser pessoa de jornal, ele era convidado a conhecer os fatos para poder intermediar. Eu lembro que, uma ou outra vez, recebemos a família da atleta em nossa casa. Foram muitos entraves, muitos obstáculos burocráticos até que ela pudesse realizar seu sonho. Então eu tinha os dados dos jornais, os depoimentos da própria Kay e dos pais, e algumas vezes presenciei alguns de seus treinos. Era impressionante vê-la chegar inteira, depois de nadar desde a ponta do Cabo Branco até Cabedelo, cerca de 18 km, deixando para trás, inclusive, os bombeiros, que deveriam acompanhá-la. Sobre a receptividade dos quadrinhos, eu não sei. Acho que Kay France e família se divertiam. Mas não havia nenhuma repercussão do público a respeito desse trabalho, pelo menos que eu soubesse.

Paulito

Paulito

Depois da publicação dos quadrinhos sobre Kay France, surgiu O Pirralho, e eu publiquei outras séries. Não sei dizer qual surgiu primeiro, mas seguem aí alguns exemplos dos que encontrei aqui nos meus guardados: “Paulito”, “Homodiscos” e “Betica e Joquita”. As sequências – já te falei sobre isso – não eram pensadas previamente, elas iam se desenrolando como consequência do quadrinho anterior. Foi assim com “Paulito” e “Homodiscos”. “Paulito” era um menino que não tinha nada nem ninguém e que mantinha um diálogo com sua criadora. Devo ter feito umas três ou quatro páginas com este personagem. Com “Homodiscos” também, acho que não foi muito mais do que isso. Os “Homodiscos” eram homenzinhos de um outro planeta, o Planêdisco, que era mesmo um disco de vinil na minha cabeça. Não havia muita elaboração. Considero que eram tentativas de descoberta de personagens apenas. O espaço para publicação estava aberto, e eu simplesmente enviava os quadrinhos que ia produzindo. Por último, publiquei “Betica e Joquita”, que eram duas amigas, inspiradas em minha irmã e uma amiguinha sua. Todas as historinhas se completavam em páginas de folha A4. Não sei quantas páginas de quadrinhos desses personagens elaborei. Mas não foram muitas. Esta fase de publicação dos quadrinhos deve ter acontecido por volta de 1976 a 1979, eu acho. Então eu estava entre 16 e 19 anos.

Homodiscos. Fonte: A incrível história dos quadrinhos.

Homodiscos. Fonte: A incrível história dos quadrinhos.

O Pirralho era semanal e possibilitava a publicação de quadrinhos regularmente, então esta foi uma época em que eu publicava, e pude conhecer os trabalhos de outros quadrinistas locais. Eu não os conhecia pessoalmente, só através dos quadrinhos. Mesmo tendo feito um período de serviço indo ao jornal, a convite da coordenadora do suplemento, Wilma Wanda, não chegamos a nos conhecer de fato. Lembro de ter visto uma ou outra vez por lá, Emir Ribeiro e seu irmão Mirson Ribeiro, que publicavam também na época. Um ou outro artista aparecia, mas não éramos apresentados. Henrique Magalhães, que também publicava seus quadrinhos no suplemento, eu já conhecia porque ele estudava na mesma escola que eu. Mas das meninas que desenhavam, eu não cheguei a conhecer nenhuma.

Eu tive esta experiência de fazer alguns serviços para o suplemento, e então este foi o ambiente em que cheguei mais perto de quem produzia quadrinhos. Mesmo assim, a única mulher envolvida na área que conheci, era a jornalista e coordenadora do suplemento, Wilma Wanda, que não produzia quadrinhos, mas era a articuladora do espaço das HQs no jornal. De algum modo, acho que ela incentivava os artistas que estavam nascendo.

Betica e Joquita

Betica e Joquita

Betica e Joquita

Betica e Joquita

Eu continuei a desenhar, mas sempre na perspectiva de algum dia na vida poder fazer animação. Depois que o suplemento foi encerrado, eu estava entrando na universidade e queria estudar desenho. Cursei Arquitetura, mas abandonei o curso algum tempo depois. Isso me fez perder o rumo natural do desenvolvimento, porque fiquei longe da escola e das oportunidades de encontro com quem produzia arte. Voltei dois anos depois de ter largado Arquitetura para cursar Psicologia, que larguei antes de completar o primeiro ano do curso e depois disso, somente depois de seis anos retornei à universidade para cursar Jornalismo, com aquela mesma velha ideia de encontrar o caminho que me levasse a produzir desenhos animados. Concluí o curso, mas não desbravei o tal caminho. No entanto, mesmo desenhando bem pouco e sem publicar, fiz alguns quadrinhos que guardo, que continuo desenvolvendo até hoje, mesmo se num processo criativo caótico.

Atualmente existem muitas possibilidades de aprimorar técnicas e métodos, de estudar até online e melhorar a qualidade dos desenhos. Embora eu desenhe e tenha esta história longa de experiência, ainda me vejo fazendo quadrinhos do modo mais incipiente. Não consigo ter controle sobre as coisas que tento produzir. A chance que se abriu agora de estar entre outros quadrinistas e participando de bate-papos com mulheres que fazem quadrinhos é muito animadora, porque assim talvez possamos compartilhar ideias e técnicas.

Leio sempre quadrinhos. Tenho fascínio pelos personagens de Bill Waterson, Calvin e Haroldo, que se tornaram meus quadrinhos de cabeceira. Tenho fascínio pelas histórias e desenhos de Uderzo e Goscinny. Também gosto muito dos desenhos de Miguelanxo Prado. O atual movimento do quadrinho nacional tem me permitido o grande prazer de conhecer muitos outros quadrinistas brasileiros e, mais recentemente ainda, os paraibanos.

Mas só há bem pouco tempo tenho conhecido os quadrinhos produzidos por mulheres. Num lance rápido de memória, conheci há algum tempo, nas buscas pela internet, blogs e sites de mulheres quadrinistas, brasileiras dentre elas, como Bianca Pinheiro e, através dela, outras quadrinistas. Pelas navegações na rede, gostei muito de conhecer e ler Fun Home, de Alison Bechdel, quadrinista americana. Mas a experiência mais recente, de fato, bem atual, é Thaïs Gualberto, que é de minha cidade, já tem um tempo no circuito do quadrinho nacional, e eu ainda não tinha tido o privilégio de conhecer.

Muita coisa mudou no cenário do quadrinho nacional. A começar pela forma como o espaço de difusão dos quadrinhos se configura nos dias de hoje. Não é mais a busca por um espaço para publicação e sim a construção destes espaços. Cada qual orientando sua arte na perspectiva de mostrar pessoal e coletivamente o seu trabalho. Esta é por si só uma mudança radical. Quem começa a fazer quadrinhos hoje busca configurar seu espaço autoral coletivamente, sem depender de grandes veículos para sua difusão. Talvez até porque hoje existe a internet, que permite uma vasta disseminação sem a necessidade de autorização ou aprovação de terceiros. Ao mesmo tempo, é um espaço bem mais exigente no sentido da qualidade dos trabalhos, já que cada qual, a seu modo, busca o mais alto nível de desempenho. Não é mais, como antes, um espaço de experimentação fortuita, mas de um intenso profissionalismo. Cada autor parece estar bem consciente na sua raia, dando o seu melhor.

O que não posso deixar passar sem comentar é que, graças à consideração de Henrique Magalhães, em seu esforço de recuperar a história dos quadrinhos na Paraíba, eu me vejo integrando de algum modo essa história tão admirável dos quadrinhos. Aquela minha curta e breve passagem como autora de quadrinhos para o jornal, que eu nem sonhava ter alguma importância, permite, tempos depois, o maravilhoso contato com esta nova geração de autores. E aí, o fato de ter seguido minha vida sem ter realizado nada na área dos quadrinhos, que poderia prosseguir indefinidamente sem maiores inquietações, produz esse fato inusitado de estar respondendo perguntas de Thaïs para um site que conheço já há algum tempo e que já aprendi a admirar muito também, entendendo que isso provavelmente terá consequências. E eu só desejo que sejam as mais profícuas consequências!

Rejane Alves

Rejane Alves

 

(1) Kay France é a paraibana que em 19 de agosto de 1979 atravessou o Canal da Mancha a nado, com apenas dezessete anos; sendo a primeira mulher latino-americana a realizar este feito. Saiba mais.
(2) Relato jornalístico de Joe Sacco em forma de histórias em quadrinhos sobre a guerra entre palestinos e judeus, foi a obra que fundou o estilo narrativo de jornalismo em quadrinhos.
(3) Segunda mais antiga gibiteca do Brasil, criada por Henrique Magalhães em 1990. Localizada no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. Saiba mais.
(4) Filho de Deodato Borges; mais conhecido como Mike Deodato Jr.
(5) Henrique Magalhães é Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP e Doutor em Sociologia pela Universidade de Paris. Ensina no curso Comunicação em Mídias Digitais e no Mestrado em Comunicação da UFPB. Criou a editora Marca de Fantasia (www.marcadefantasia.com), que publica álbuns, revistas e livros. É autor de livros sobre fanzines e histórias em quadrinhos.

 

Bibliografia:
Henrique Magalhães: A incrível história dos quadrinhos. João Pessoa: Acácia, Sancho Pança, Marca de Fantasia, 1983.
J. Audaci Junior: Riscos no tempo. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2006.

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