Radical Chic

Radical Chic é a personagem de cabelo vermelho e curtinho criada pelo cartunista Miguel Paiva. Seus quadrinhos, originalmente publicados no suplemento dominical do Jornal do Brasil, apresentam como temas principais a feminilidade, o sexo, o papel das mulheres na sociedade e as diferenças entre elas e os homens na maneira de reagir às situações cotidianas.

Miguel Paiva tinha a intenção de criar, para suas tiras, uma mulher que fosse, ao mesmo tempo, preocupada com a realidade (visto que, na época em que a Radical foi criada, o Brasil vivia um momento de redemocratização) e que também buscasse o prazer e a realização pessoal.Ao construir a personalidade da personagem, Miguel Paiva se inspirou na expressão criada pelo jornalista estadunidense, Tom Wolfe, em seu ensaio de 1970, “Radical Chic: That Party at Lenny’s”, publicado pela New York Magazine. Nesse ensaio, Tom Wolfe descreve ‘radical chic’ como a adoção de posturas radicais por celebridades e membros da alta sociedade, apenas a cada vez em que esse tipo de postura se torna moda.

A Radical das tiras, no entanto, apesar de trazer à tona alguns conflitos e propor discussões, traz um humor que foge desse tom pedante e pretensioso do conceito original. Seus quadrinhos envolvem uma discussão rica e transparente e propõem que os universos feminino e masculino não sejam encarados como rivais, mas apenas como diferentes.Os quadrinhos da Radical foram encadernados em livros, dentre os quais:  os três livros da Companhia Editora Nacional, “Radical Chic – Sexo à Deriva”, “Radical Chic – Mulheres Que Pensam” e “Radical Chic – Corpo de Delito” e o “Livro de Pensamentos da Radical Chic”, da Editora Record.

Em 1993, a Rede Globo estreou o programa humorístico e game show da “Radical Chic”, apresentado por Maria Paula. Nele, Andréa Beltrão interpretava a Radical em diversas esquetes e, a partir das situações ilustradas por essas esquetes, surgiam os temas que seriam discutidos no jogo. O jogo era uma competição de perguntas e respostas entre adolescentes do Ensino Médio ou universitários, com equipes separadas por sexo. A equipe que acumulasse mais pontos recebia prêmios em dinheiro. A Radical chegou a aparecer, também, em vinhetas da mesma emissora e a posar para a Playboy.

Radical Chic na Playboy

Para ler mais tiras da Radical Chic, visite o blog do Miguel Paiva: http://bloglog.globo.com/miguelpaiva

5 comentários em “Radical Chic

  1. Fantástica a tirinha hahaha :D Tinha uma revista que eu precisava ler só pq tinha ela no final :O
    Me lembrou a “Aline – Tensão Pre Monstrual”, vão falar dela tambéem?
    Parabéns pelo ótimo trabalho q estão fazendo :)

    • Rosi, adoro as tiras da Radical também. Acho muito legal esse jeito todo dela. Engraçado você fazer essa comparação com a Aline, porque, enquanto eu escrevia o post, percebi várias coincidências entre as duas. Tanto nos assuntos das tiras, quanto nessa história de ganhar programa na Globo com atores em carne e osso interpretando as personagens.

    • Jão, eu pesquisei um pouco mais a respeito dos ensaios na Playboy, mas, infelizmente, encontrei pouca coisa. Se você ficar conhecendo um pouco mais, por favor, nos avise e a gente coloca por aqui em um outro post. :-)

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