Sebo – Parte 1

Começa aqui as “aventuras” das Ladies, rs. Este post é um especial que iremos postar (se possível) semanalmente. A ideia é procurar em Belo Horizonte (quem sabe fora também) quadrinhos e ilustrações com personagens femininas nos sebos e livrarias. Motivo? Mostrar a você leitor onde encontrar, comprar e ter contato com esse maravilhoso mundo quadrinhos. Os sebos são bons lugares para se começar. Contaremos aqui o que vimos e o que encontramos. Hoje começamos com uma pequena reclamação. Onde estão as HQ’s em BH?

Depois de tomar um delicioso capuccino (que chique haha) fomos ao primeiro sebo do dia: Companhia do Livro. Não parece, mas esse sebo possui 3 andares. O segundo andar é dedicado aos livros infantis e aos quadrinhos. Quando uma moça jovem veio nos atender ela disse: “Não temos muitos quadrinhos. Tem um tempo que um colecionador veio aqui e comprou por cosignação um monte!”

Confira as fotos no nosso Flickr

Procuramos mesmo assim! E na pilha de livros no chão encontramos Carlotta de Alex Varenne.

Infelizmente não deu pra dar uma lida e saber do que se tratava, porque estava em francês. =/

Mas é claro que o Lady’s foi pesquisar e contar aqui os detalhes dessa HQ pra você!

Sobre o autor: Alex Varenne (29 de agosto de 1939) é um desenhista francês especializado em quadrinhos para adultos. Trabalhou com seu irmão Daniel durante a década de 1980, quando lançou L’Affaire Landscape, Corps à Corps e Un Tueur Passe. Contudo, a grande fama veio com a publicação de Libération, obra onde aparece sua notória personagem “Erma Jaguar”. No Brasil, parte de sua obra foi publicada pela Martins Fontes na coleção Opera Erótica.

As obras mais conhecidas do autor são: “A Visita”, “Mulheres de Sonho em quadros sonhados”, “Corpo a Corpo”, “Erma Jaguar”, “Amores Loucos”.

Foi difícil encontrar referências na internet sobre a obra Carlotta, que é de 1998, pois não houve publicação no Brasil (explicado o francês ¬¬). No seu site, só tem a capa!

Em um site alemão achamos uma sinopse mais explicativa:

Um thriller negro sobre a prostituição forçada. Em um hotel decadente, Carlotta é uma empregada jovem que oferece seus “serviços” para os hóspedes.

Em um site francês encontrei a seguinte descrição da obra:

“Está escuro… Em um hotel decadente, um policial está escondido. Faz dois dias que estão no local. Quando encontro com Carlotta, que me parece de imediato uma pessoa confiável. Personagens feridos, vidas destroçadas, Carlotta não pode ser uma garota como outra qualquer. O mundo adulto tem mostrado que pode ser pior… Mateus será o gatilho de sua rebelião. Com uma determinação forjada pelo medo, ele se tornará um jogador implacável do jogo que está em andamento.

Carlotta é um livro perturbador. Ele põe seus leitores desconfortáveis, porque nos mostra uma parte da nossa sociedade horrível que, infelizmente, é real. A exploração perversa das crianças e mulheres é abordada diretamente. Além dos próprios fatos, podemos fazer muitas perguntas sobre a exploração comercial da tragédia humana.

O tom deste álbum contrasta com a responsabilidade do autor. Seu tema já não funciona para a diversão. Os personagens são resistentes. O texto minimalista. O personagem de Carlotta só pode aumentar em nós um sentimento de repulsa por seus carrascos e compaixão para com esta senhora. Este livro vai encontrar o seu significado através dos olhos de cada leitor. Humanistas vão descobrir um drama humano na personagem de Carlotta. Raiders, uma mulher rebelde jovem que irá destruir as causas de seu ódio. Outros ímpios serão decepcionados com a falta de cenas escabrosas. O fundamentalista faria um estardalhaço sobre o tema da história.

Enfim, Carlotta é um livro interessante. Mas não deve ser lido como um clássico em quadrinhos.”

Me preocupa apenas um livro como este está ao lado de vários livros infantis. =/

Continuando a nossa procura e no mesmo sebo encontramos uma adaptação da obra de William Shakespear, Contos de Inverno. A ilustração é que chama nossa atenção. O crédito é de Elzbieta Gaudasinska.

Sobre Elzbieta Gaudasinska:

Ilustradora de livros infantis tem como especialidade criar agradáveis ilustrações animadas usando uma mistura de aquarela e lápis de cor. Nascida na Polônia em 1943 e formada pela Academia de Belas Artes de Varsóvia, ela ganhou elogios na Europa como ilustradora e ganhou inúmeras homenagens com exposições – como em Golden Apple na Bienal de Ilustração da Bratislava (BIB).

Sinopse de Contos de Inverno:

O Conto do Inverno, peça teatral composta por William Shakespeare no início do século XVII, segundo consta, logo antes de Cimbeline, Rei da Britânia, foi publicada pela primeira vez no célebre Fólio de 1623, primeira coletânea das obras dramáticas do poeta nascido em Stratford-upon-Avon, em 1564. Classificada entre os “romances tardios” (ou tragicomédias) junto a Péricles, Príncipe de Tiro, à Tempestade e à já citada Cimbeline, O Conto do Inverno divide a ação entre a Sicília e a Boêmia, não faltando encontros e reencontros fantásticos, magia e surpresa, em uma gama de situações que vão da tragédia à comédia pastoral.

A peça encerra inspirada teatralização de uma obra em prosa, um velho conto, Pandosto, recontado e publicado no final do século XVI, por Robert Greene, contemporâneo e rival de Shakespeare, obra bastante popular à época e cujo subtítulo – O Triunfo do Tempo – já sugere um dos principais temas do Conto do Inverno, isto é, do Tempo como “pai da verdade”. Mas, conforme costuma ser o caso, ao se apropriar de Pandosto, Shakespeare transforma a fonte utilizada, introduzindo elementos sumamente teatrais, como por exemplo, a inusitada e memorável rubrica “Sai, perseguido por um urso”, no terceiro ato, ao mesmo tempo catastrófica e farsesca; e a célebre “cena da estátua”, no quinto ato, autêntico coup de thêátre, tão implausível quanto comovente.

É rica a historiografia do Conto de Inverno em performance no mundo anglófono. Os registros têm início com o relato de Simon Forman, astrólogo e “médico” que assistiu a uma montagem do Conto no Teatro Globe, em Londres, em 1611. Consta que a peça fosse apreciada na corte de Jaime I, tendo sido encenada durante as festividades do casamento da Princesa Elisabete, em 1612-13.

Dados do Sebo e acervo você pode encontrar aqui.

Quero lembrar que a nossa saga continua! Semana que vem tem mais! ;)

Fonte: Livraria Travessa | Blog L’autre bande dessinée | Site Oficial Alex Varenne | Wikipédia

2 comentários em “Sebo – Parte 1

  1. Opa! Sebos em BH! Boa idéia, meninas! Agora, vocês não podem deixar de ir lá na Casa da Revista, na rua da Bahia, quase esquina com o Viaduto Santa Teresa. Tenho certeza de que vão achar muito material bacana lá. Eu mesmo, sempre que posso, bato lá o meu cartão…

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