Somos invisíveis?

 

Em Frankfurt, público reclamou da falta de quadrinistas mulheres. Maurício de Sousa respondeu: “A mulher ainda não tem essa liberdade sem vergonha que homem tem, de trabalhar sem horários, voltar para casa tarde. Tem outras obrigações além do trabalho, tem que cuidar da casa, dos filhos. Quadrinho exige muito tempo de dedicação.” (Fonte: Malaguetas)

Não tem como o site Lady’s Comics não se pronunciar diante da fala de um dos mais renomados quadrinistas do Brasil. Ainda mais quando o tema trata justamente de mulheres e quadrinhos. Muitos compartilharam a notícia, e muitos tentaram entender e justificar o que aconteceu. Alguns dizem que foi piada, outros que a fala não está contextualizada. Descontextualizada ou não as palavras não foram bem escolhidas. Não estamos mais no séc XVIII. Não temos obrigações de cuidar da casa ou dos filhos.

Fica claro cada vez mais que já passou da hora de se discutir a invisibilidade das quadrinistas no Brasil. Sem vitimismo, o fato é: temos muitas quadrinistas produzindo. Temos autoras, roteiristas, coloristas, arte-finalistas e todas as “istas” que envolvem os quadrinhos brasileiros. E elas dão duro (assim como todos da área) para terem seus trabalhos reconhecidos, divulgados e vistos. Ainda assim, insistem em dizer que somos poucas, que não nos  interessamos ou que não somos competentes para isso. Estamos cansadas de sermos ignoradas.

Mas o que será que acontece? Vamos fazer um pequeno exercício de memória já proposto por Aline Valek. Marque um minuto no relógio e tente lembrar mulheres que trabalham com quadrinhos. Podem ser só 10. Marcou? E aí? Lembrou de alguém? Não??? Por que será?

É isso que buscamos descobrir. Sabemos que ainda vivemos em uma sociedade machista e há muita coisa a se fazer. Ainda vamos ouvir que quadrinhos não é coisa de mulher; que a produção delas ainda é muito pequena; que existem poucas leitoras.

Mas preferimos ficar com a fala esperançosa do Laerte:

“Há tantas mulheres com talento quanto homens. O que acontece é que esse campo (humor gráfico, quadrinhos etc.) é mais um dos muitos onde a cultura machista se arvorou a competência exclusiva. Na história humana, até áreas como a cozinha e a costura foram invadidas e colonizadas pela dominação de uma cultura que só admite homens no comando. Até na hora do parto, através da medicalização desse ato. Mas tudo isso está – ainda bem! – mudando.”

Enquanto isso vamos ao ponto da reflexão. Nos grupos espalhados pela internet, nos movimentos fora do país, nas premiações e publicações sobre o tema.

Para quem, no exercício acima, não conseguiu se lembrar de algum nome, vamos dar algumas sugestões, quem quiser pode acrescentar nos comentários.

Adriana Melo
Amanda Grazini
Ana Luiza Koehler
Ana Recalde
Aline Daka
Aline Lemos
Ana Santos
Ana Rocha
Anita Chang
Bianca Pinheiro
Bilquis Evely
Bruna Morgan
Cátia Ana
Catia Silva
Carol Martins
Chantal
Chiquinha
Cibele Santos
Cissa
Clara Gomes
Cris Peter
Cristina Eiko
Cynthia Bonacossa
Daniela Karasawa
Diana Helene
Débora Mini
Edna Lopes
Erica Awano
Erica R.
Fabiane – Chiquinha
Fernanda Nia
Fernanda Torquato
Fernanda Fonseca
Fernanda Fuscaldo
Gabi (LOVELOVE6)
Giovana Medeiros
Hêvilla Costa
Irena Freitas
Ivana (Tiras da Ivana)
Isabella Amaral
Julia Balthazar
Julia Bax
Juliana Dalla
Jéssica Guedes
Jonia Caon
Kiara Domit
Kellen Carvalho
Laura Lannes

Lila Cruz

Lira
Lívia Carvalho
Lorena Kaz
Lu Caffagi
Luyse
Mariana Waechter
Mariana Cagnin
Mariá Raposa Branca
Marilia Bruno
Marina Pechlivanis
Milena Azevedo
Mika Takahashi
Mati
Momorsa
Morgana Mastrianni
Naz
Natalia Matos
Neide Harue
Nicole Kouts
Paula Mastroberti
Pri de Paula
Petra Leão
Pryscila Vieira
Priscila Tramontano
Peregrina
Rafaella Ryon
Rafaella Milani
Renata Rinaldi
Rose Araújo
Samanta Floor
Sirlanney
Studio Seasons (Montserrat Montse, Sylvia Feer e Simone Beatriz)
Thais dos Anjos
Thaïs Gualberto
Valéria Paes
Viviane Yamabushi

 E fora do Brasil para quem se interessar:

Alex de Campi
Alex Hallatt
Aline Kominsky-Crumb
Alison Bechdel
Amanda Conner
Amber Benson
Amy Kim Ganter
Amy Reeder Hadley
Ann Nocenti
Annette Kawecki
Ariel Schrag
Ashly Raiti
Barbara Kesel
Becky Cloonan
Bertha Corbett
Beth Sotelo
Bettina Kurkoski
Bobbie Chase
Bunny Hoest
Caitlin R. Kiernan
Carla Speed McNeil
Carol Lay
Carol Tyler
Catherine yronwode
Cathy Guisewite
Christina Strain
Christina Weir
Christine Norrie
Christy Lijewski
Chynna Clugston
Clamp
Colleen Coover
Colleen Doran
Daisy Swayze
Dale Connor
Dale Messick
Dame Darcy
Danielle Corsetto
Denise Mina
Devin Grayson
Diana Schutz
Diane DiMassa
Diane Noomin
Donna Barr
Dori Seda
Dorothy Woolfolk
Edwina Dumm – “Edwina”
Elaine Lee
Elizabeth (Sadie) Holloway Marston
Elizabeth Holloway Marston
Ellen Forney
Erica Reis
Fanny Corry
Federica Manfredi
Fiona Avery
Fran Hopper
Faith erin Hicks
Gabrielle Bell
G.B. Jones
Gail Simone
Geneviève Castrée
Gladys Parker
Glynis Oliver
Grace Dayton
Hilary Price
Hilda Terry
Holly Golightly
Hope Larson
Ippongi Bang
Irene Flores
Jan Eliot
Jean Simek
Jen Lee Quick
Jen Wang
Jenette Kahn
Jennie Breeden
Jennifer Camper
Jessi Nelson
Jessica Abel
Jill Thompson
Jinky Coronado
Jo Chen
Jo Duffy
Joanna Davidovich
Joanna Estep
Jodi Picoult
Joyce Brabner
Julie Doucet
Julie Negron
June Brigman
Karen Berger
Karen Moy
Kate Carew
Kate Murtah
Kate Osann
Kate Worley
Kate Leth
Katherine Kim
Kim Casali
Kim Yale
Keki
Laura Allred
Laura Martin
Laura Martin
Lauren Weinstein
Lea Hernandez
Leah Moore
Leanne Franson
Lee Marrs
Lily Renée
Linda Fite
Linda Sutter
Lindsay Cibos
Lisa Patrick
Lisa Trusiani
Liz Prince
Louise Simonson
Lola Lorente
Lynda Barry
Lynn Johnston
Maitena
M. Alice LeGrow
M.K. Brown
Mabel Burvick
Maddie Blaustein
Maggie Thompson
Marcia Snyder
Margaret Shulocki
Marie Severin
Marion McDermott
Marjane Satrapi
Marjorie Henderson Buell
Martha Orr
Marty Links
Mary Fleener
Mary Gauerke
Mary Mitchell
Mary Schmich
Mary Skrenes
Megan Kelso
Melinda Gebbie
Melissa DeJesu
Meloney Crawford Chadwick
Mindy Newell
Nancy A. Collins
Natalie d’Arbeloff
Nicola Scott
Nicole Hollander
Paige Braddock
Patricia Highsmith
Patty LaBan
Pauline Loth
Penny Van Horn
Power Paola
Posy Simmonds
Phoebe Gloeckner
Pia Guerra
Queenie Chan
Rachel Dodson
Rachel Pollack
Rachelle Menashe
Raina Telgemeier
Ramona Fradon
Ramona Patenaude
Ray Herman
Rina Piccolo
Rivkah
Roberta Gregory
Rosario Dawson
Rosie O’Neill
Roz Chast
Ruth Atkinson
Ruth Carroll
Ruth McCully
Ruth Roche
Samm Barnes
Sandra Bell-Lundy
Sara Ryan
Sarah Byam
Sarah Dyer
Selby Kelly
Serena Valentino
Shaenon Garrity
Shannon Chenoweth
Shary Flenniken
Sheila Keenan
Sophie Crumb
Stephanie Lesniak
Susana Romero
Svetlana Chmakova
Tamora Pierce
Tateé
Tania del Rio
Tara McPherson
Tarpe Mills
Tatjana Wood
Tavisha Simons
Terri Libenson
Terrie Smith
Tina Anderson
Toni Blum
Trina Robbins
Ulli Lust
Valerie D’Orazio
Vanesa Littlecrow
Vera Brosgol
Violet Barclay
Virginia Clark
Virginia Huget
Wendy Pini
Yoko Molotov

 

43 comentários em “Somos invisíveis?

  1. E mais sucessos estão por vir para todas vcs, guerreiras! Viva as mulheres! Viva a competência feminina! Imbecis são esses que acham que seus colhões são os donos do mundo… Mulheres podem! Mulheres brilham!
    Fico feliz e agradeço que, em meio de tantos nomes belos, de artistas vencedoras, encontra-se o nome de uma lady-guerreira, que ambienta a minha vida todos os dias e a deixa mais colorida e viva!
    Lá está ela nos relacionados…Natalia Matos!
    Ela é um exemplo de vitoria.
    Vejo o seu esforço… o seu trabalho…
    Pessoas, o que ela tem que fazer para que seu tempo renda e assim, fazer acontecer as suas produções… Está sim no gibi. ahahahah
    É de deixar no bolso, um bando de machistas preguiçosos, que dizem ser os donos de tudo!
    Então, imagino a garra das outras vencedoras!!!!

    E mais uma vez… Viva as mulheres!!!! Vcs merecem, sempre!!!!

  2. No minuto do teste só consegui lembrar de 12 quadrinistas, mas depois quando fui lendo os nomes que vocês postaram vi que conheço o trabalho de mais mulheres.

    Tem a Priscilla Tramontano, que é brasileira, colorista de Transformers e tem uma web comic “My Roomie, the Dark Lord”. E também as canadenses Kate Leth e Faith erin Hicks.

  3. bom, publiquei nas revistas independentes Mosh! as HQs da Dunia (que lançou Terríveis Desenhinhos) e na Jukebox as HQs da Paula Jardim. a Isabella Amaral ilustrou as Pockets Comix de 01 até 66. não podemos esquecer de Cristina Breccia e Patrícia Breccia (filhas do mestre Alberto Breccia) ;)

  4. Eu fiquei muito triste quando li a resposta do Maurício, nunca pensei que ele pensasse dessa forma, visto que seu sucesso vem do apoio da esposa e da inspiração de sua filha… Isso tudo foi só mais um motivo para eu querer trabalhar mais!
    Falta muita menina nessa lista, e eu ficaria até amanhã apenas citando rs

    p.s.: achei o link na page Inverna, e meus olhos se encheram d’água quando vi meu nome na lista! Obrigada.

    • Não excluímos não! Tais aí em cima oh! \o/
      :3

      E desculpa pela demora em aprovar o teu comentário (expliquei lá embaixo o que acontece nesse blog com os comments, maldito spam T_T)

      Beijo!

  5. Super válida e necessária essa lista :)

    Aqui no Ceará tem também a Juliana Braga, a Nathalia Catarina Forte, a Camila de Medeiros, a Júlia Pinto…

    De outros estados: Traquinas Alva, Lu Wolff, Rosana Ferreira, Mariana Flores…

    Das gringas: Emily Carroll, Julie Maroh, Fiona Staples (ganhadora de 2 Eisner, beijos)

  6. Realmente, as declarações do Maurício fazem parecer que ele está décadas atrasado no tempo.

    Uma boa sugestão para essa lista seria a Hiromu Arakawa, autora dos mangás Fullmetal Alchemist e Silver Spoon. Uma excelente autora.

    Enfim, todo o apoio e sorte para essas mulheres quadrinistas. Precisamos de mais mulheres nesse espaço.

  7. “Mas o que será que acontece? Vamos fazer um pequeno exercício de memória já proposto por Aline Valek. Marque um minuto no relógio e tente lembrar mulheres que trabalham com quadrinhos. Podem ser só 10. Marcou? E aí? Lembrou de alguém? Não??? Por que será?”

    Vale todas as mangakás famosas que inspiraram gerações como Naoko Takeuchi (Sailor Moon), Arakawa Hiromu (Fullmetal Alchemist), Hatori Bisco (Ouran Highschool Host Club), Takahashi Rumiko (InuYasha), Hoshino Katsura (D. Gray Man), Yana Toboso (Black Butler), Akira Himekawa (Duas artistas que ilustram os mangás oficiais da série Zelda, outras edições de Astro Boy, etc), entre tantas outras? Notei que só há CLAMP (na verdade um grupo de quatro artistas mulheres) na lista de artistas estrangeiras, algum motivo para isso? Digo isso porque tenho quase certeza que as quadrinistas mais conhecidas por aqui são as japonesas, devido ao grande público otaku no Brasil e à grande fama de animes na América Latina.

    • Oi Maria, como fizemos esse post na correria, não tivemos muito tempo para colocar as mangakas e muitas outras mulheres. Vou ti explicar, apenas colocamos os que vieram na nossa cabeça. Não temos nada contra a produção oriental, eu particularmente amo mangá, já falei de muitas por aqui (muitas das que tu citou), mas como eu não sei escrever japonês, virou uma limitação na hora de escrever os nomes (eu tava no meu trabalho na hora de listar :’( ). É inevitável não as citarmos mesmo. Mil desculpas, mas é TANTA mulher produzindo que pedimos para as pessoas nos falarem nos comentários.

      Quando a coisa esfriou, lembramos de MUITO mais, e principalmente os leitores nos relembrando de quadrinistas que já tínhamos falado aqui no blog e não colocamos (como Ila Fox, anne emond,). Como também nos recomendaram outras que não conhecíamos. Isso é muito legal!!!!

      Por isso é fundamental citar as que não constam na nossa inicial lista. Tanto é que grifamos o “alguns”, porque sabemos que é uma quantidade enorme.

      Obrigada por questionar isso, aproveito a última frase que tu falaste e complemento. Tem muita leitora de mangá no Brasil e muita menina querendo ser quadrinista. Isso é fundamental para novas produções de quadrinhos brasileiros. <3

      Um beijo!

  8. A frase do Maurício foi MUITO mal colocada, mas não é tão misógina quanto parece. É muito dificil para se publicar quadrinhos no Brasil, e a maioria dos nomes que foram publicados não conseguiam pagar as contas com quadrinhos, ou enfrentam dificuldades financeiras. Das brasileiras citadas, a maioria trabalha para fora do país ou tem outro emprego(se bem que uma lista sobre homens que trabalham com quadrinhos seria quase igual)..

    Em mercados aonde se vendem bastante quadrinhos e aonde a figura do editor e do autor não se confundem com a do fã(Ou mesmo o leitor não se confunde com o fã) é muito mais fácil de se encontrar material produzido POR mulheres ou PARA mulheres.

    Pegue qualquer catálogo de quadrinhos francobelgas, a quantidade de quadrinhos com mulheres é ENORME(Mulheres tanto nos créditos como nos personagens). Não é coincidência que este é um mercado que sempre pagou bem a seus desenhistas.

    Visibilidade não paga as contas de ninguém. Claro que a MSP tem recursos para pagar bem quadrinhistas, e pode oferecer toda infraestrutura do mundo para mães que trabalhem com quadrinhos, e é nisso que o Maurício deveria ser cobrado.

  9. Senti falta da italiana Sarah Pichelli, ilustradora da Marvel!

    Com relação ao cenário das mulheres nos quadrinhos, concordo com o Laerte! Acrescento ainda que esse cenário está mudando um pouco, com projetos de nome sendo mostrado pelos studios, editoriais completos só com mulheres por exemplo! Mulheres artistas iguais a qualquer outro artista de quadrinhos e deve ser julgada pela sua competência!

  10. Ele deu a mesma desculpa esfarrapada e sem noção que o presidente da BMF Bovespa deu quando falou sobre a ausência de mulheres em cargos de liderança. Que mulheres não aguentariam trabalhar 12 horas por dia ou mais.

    Ótimo post, especialmente para conhecer o trabalho de tanta gente bacana.

    =D

  11. Trechos do livro “A Guerra dos Gibis”, de Gonçalo Junior:

    Página 338: “Maurício de Souza, presidente da Adesp, havia depositado suas esperanças na lei de nacionalização[dos quadrinhos]. A saída do presidente o deixou particularmente frustrado. Quando Jânio abandonou o poder, o desenhista passava por uma situação financeira difícil. O aluguel estava atrasado havia oito meses. No dia seguinte à renúncia, ele pegou o primeiro trem para São Paulo para comandar uma assembléia de emergência na sede da Adesp.”

    Página 352: “Além da convocação de José Geraldo, a notícia da fundação da cooperativa não demorou a atrair desenhistas de São Paulo e do Rio para a capital gaúcha, em especial os que participavam naquele instante do movimento pela nacionalização das revistas. José Geraldo chegou a adiantar do próprio bolso as passagens para que Júlio Shimamoto pudesse viajar e também ajudou Maurício de Souza a resolver seus problemas financeiros em Mogi das Cruzes. José Geraldo combinou com o futuro criador da Turma da Mônica que, após receber o dinheiro, este se juntaria ao grupo na capital gaúcha. Maurício nunca apareceu, o que causou muita mágoa no fundador da entidade.”

    Agora ele anda ameaçando processar blogs de scans. Não sei quanto a vocês, mas eu tô boicotando MSP; nem pros meus sobrinhos compro mais.

    • Não sabia e nunca ouvi falar que ele anda ameaçando os blogs devido scans.

      Isso me lembra dos mangás que tem tanto site de scans, o que eu acho ótimo pela acessibilidade. Porque atinge tanta gente, desde o garot@ da periferia até o menin@ da região central.
      Tem uma diversidade de leitores online em potencial e que as editoras não sabem lidar com os próprios produtos na web. Já vi uma proposta como essa, ainda mais com um mangá bem conhecido – Love Hina: http://www.nonada.com.br/2012/07/recortes-comics-o-projeto-j-comi-e-a-leitura-online/ O legal é isso: Nos primeiros dois dias de teste, mais de um milhão de downloads foram feitos.

      Sei lá, essa coisa de direitos autorais é muito complicado viu, dá pano pra manga. x(

  12. Um vacilo muito interessante o do Maurício de Sousa. Porque apesar de conhecer nomes como a Ana Recalde (amiga pessoal) e outras mais mainstream como a Gail Simone, eu falharia naquele teste, fácil.

    Ou seja: eu não penso como o Maurício, mas a gafe também é minha. Obrigado pela lista,

  13. Hey gente, desculpa pela demora em aprovar os comentários, como o site recebe muito spam, tivemos que optar por essa chatice de aprovação. Então, se nunca comentasse aqui no site, terá que passar por essa “aprovação” de não ser um Spam, depois da primeira vez aprovado, nunca mais terá que esperar essa liberação.

    É isso! :D

  14. Tive a honra de trabalhar com 4 garotas nos quadrinhos, e são elas: Amanda Grazini, Fernanda Chiella, Dandi e Cínthia França (esta última ainda não publicada), e tenho orgulho de, em 2004 ter começado esse processo em 2004. Na mesma época eu trabalharia com Elza Keiko, porém a agenda dela não deixou.
    Eu me sinto feliz de ter encontrado pessoas para trabalhar com meus roteiros sejam homens ou mulheres e nunca ter atinado ao fato de que fazia isso numa época em que era raro. Tínhamos a Denise Akemi e a Erica Awano no mercado nacional, trabalhando em Holly Avengers.
    Parabéns às mulheres por conquistarem seu espaço cada vez mais. Ainda falta muito? Claro, mas ninguém aqui tá a fim de desistir, né? :)

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  20. Bom, mulher para ser quadrinista ela realmente terá de largar o seu lado maternal, eu penso desse modo, porque realmente quadrinhos requer muito tempo por parte de quem faz arte. Eu até entendo porque homens abrange no universo dos quadrinhos, a maioria não foca em ter família ou se sensibiliza por uma, mesmo que tenha mostra-se hostil tipo Tempo dos Coronéis, não estou generalizando, mas, comentando uma realidade que ando constantemente vendo.
    Eu por exemplo sou quadrinista e roteirista e noto bastante que eu tenho que se comportar de forma hostil com assuntos maternais adquiridos do contato deste universo HQ, eis uma amostra da minha obra: https://www.youtube.com/watch?v=fRxmg-9nBzU

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