Trina Robbins

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De 18 a 21 de agosto acontece na Universidade de São Paulo (USP) a 3ªs Jornadas Internacionais de História em Quadrinhos. Nesta edição o evento traz a grande pesquisadora sobre o tema mulheres e quadrinhos, Trina Robbins.

Para entenderem a importância desta quadrinista, escritora e pesquisadora falarei nesse post de sua trajetória dentro dos quadrinhos.

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Trina Robbins foi uma das principais artistas do quadrinho underground nos Estados Unidos. Ela começou a escrever e desenhar em 1960 quando produzia tiras para o jornal The East Village Other.

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Em 1970 foi produtora do primeiro quadrinho feitos exclusivamente por mulheres – It Ain’t Me, Babe – a partir dele fundou a antologia Wimmen’s Comix (1972-1992), a qual produziu até a revista de número 6 – foi nesta antologia que Trinna tratou de temas como aborto e homossexualismo.

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Foto das integrantes da Wimmens Comix

Depois se mudou para São Francisco e percebeu que o mercado dos quadrinhos era na verdade um “clube do bolinha”. Fato que contribuiu para se tornar uma grande pesquisadora da área e responsável em divulgar trabalhos de mulheres quadrinistas norte-americanas.

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Auto-retrato das quadrinistas do coletivo. Trina é a terceira da direita pra esquerda.

Apesar do seu trabalho ter originado nos quadrinhos undergrounds, Trina também trabalhou para o mercado quadrinhos de super-heróis. Em 1980 ela criou uma mini-série com cinco edições chamada Misty, a revista fazia parte da linha infantojuvenil da Marvel e tinha como protagonista “Misty” uma jovem que queria trabalhar no ramo da moda.

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Em 1986 ela desenhou a Mulher Maravilha para uma série limitada chamada The Legend of Wonder Woman, escrita por Kurt Busiek. Trabalhou na hq Go,Girl (1986) com a artista Anne Timmons para Image Comics, em que a personagem principal é filha de uma ex-heroina que descobre que herdou os poderes da mãe. Trina também ajudou a projetar o traje de Vampirella para Forrest Ackerman e Warren Jim.

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De quadrinista à pesquisadora, Trina Robbins redescobriu e reintroduziu ao público mulheres cartunistas como Nell Brinkley (Nell Brinkley & The New Woman In The Early 20th Century), Tarpe Mills (Tarpé Mills & Miss Fury: Sensational Sundays 1944 – 1949), e Lily Renée (Lily Renée – Escape Artist). 

capas_trinaAlém de seu trabalho nos quadrinhos, Robbins escreveu livros sobre o tema “mulheres e quadrinhos” sendo o primeiro deles o livro “Women and the Comics” em parceria com Catherine Yronwode. Além dele ela possui outras obras como The Great Women Cartoonists (2001) e From Girls to Grrrlz: A History of Comics from Teens to Zines (1999). Seu trabalho mais recente, Pretty In Ink, aborda a história das quadrinistas norte-americanas de 1896 até 2013.

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Expandindo seu ativismo, Robbins foi também uma das fundadoras do Friends of Lulu, uma organização sem fins lucrativos criada para promover a leitura de quadrinhos e à participação das mulheres no cenário.

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Nessa oportunidade única, Trina vem ao Brasil, como citado no início do texto. Uma ótima oportunidade tanto para as pesquisadoras como para as quadrinistas. Recentemente a pesquisadora Natania Nogueira realizou uma entrevista com ela que você pode ler aqui.

 

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